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PC detecta substâncias nocivas em tanque de refrigeração da cerveja

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) apresentou, nesta segunda-feira (13), o resultado da perícia realizada na substância recolhida do tanque de refrigeração de um dos tonéis usados na produção da cerveja.

Segundo as investigações, o resultado deu positivo para o dietilenoglicol. A substância já havia sido detectada em amostras de duas cervejas dos lotes L01 1348 e L02 1348, que foram fornecidas pelos familiares das vítimas de intoxicação, logo no início dos trabalhos de polícia judiciária.O sangue dessas pessoas foi analisado e também foi detectada a substância.

O chefe da Polícia Civil de Minas Gerais, Delegado-Geral Wagner Pinto, explicou que o objetivo agora é entender como se deu a intoxicação. “Neste contexto há uma necessidade premente do trabalho pericial. Hoje, podemos afirmar que há compatibilidade dos sintomas da síndrome nefroneural com o dietilenoglicol”, analisou.

No último sábado (11/01), peritos do Instituto de Criminalística (IC) da PCMG levaram as amostras de diversos lotes da cerveja para análise no Instituto de Criminalística da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). O Superintende de Polícia Técnico-Científica da PCMG, Thales Bittencourt, coordena os trabalhos científicos e determinou que fossem realizados os testes de carbonatação. “O exame, realizado em Brasília, foi de suma importância para demonstramos que as garrafas examinadas - tanto as cedidas pelas famílias das vítimas, quanto as entregues pela empresa - estavam intactas, ou seja, sem sinal de violação”, detalhou.

Uma das amostras analisadas na capital Federal foi a cerveja Capixaba do lote L02 1348. O resultado deu positivo para a carbonatação, ou seja; sem possibilidade de violação e positivo, também, tanto para o monoetilenogilicol quanto para o dietilenoglicol. *“Já podemos dizer que três lotes estão contaminados com o monoetilenoglicol e o dietilenoglicol. Podemos afirmar a existência do dietilenoglicol em garrafas recolhidas na empresa, na casa das vítimas e no sangue da vítimas”, descreveu Wagner Pinto.

Durante a perícia realizada na empresa, na última quarta-feira (09/01), investigadores e peritos recolheram notas fiscais que demonstram a aquisição de monoetilenoglicol. O Delegado Flávio Grossi, titular da 4ª Delegacia de Polícia Civil Barreiro, explicou que as diligências preliminares iniciaram no domingo (05/01) e, após o resultado positivo para a presença da substância dietilenoglicol, foi instaurado o procedimento investigatório.

As investigações começaram assim que a Secretaria de Estado de Saúde informou à PCMG sobre a possiblidade de contaminação exógena. “Hoje temos a informação de 11 vítimas contaminadas, uma delas faleceu. Durante essa semana, delimitamos a janela de contaminação desses lotes, que estaria entre a 2ª quinzena do mês de novembro e 1ª do mês de dezembro de 2019. A maioria das vítimas se concentra no bairro Buritis, região oeste da capital. O produto também foi adquirido no bairro Lourdes, região centro-sul, bairro Cidade Nova, região Nordeste, bairro Cruzeiro, região central e em Nova Lima, Região Metropolitana de Belo Horizonte”, apontou.

O Superintendente de Polícia Técnico-Científica, Thales Bittencourt, ressaltou que a cadeia de custódia das amostras analisadas está totalmente preservada. “Uma das amostras analisadas foi apreendida na inspeção do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa). Ela foi uma das amostras analisadas em Brasília. “Um agente público retirou a garrafa da empresa, que foi acautelada no IC, para que fosse comparada com o lote de cervejas cedidas pelos familiares das vítimas e o resultado foi o mesmo: positivo para o dietilenoglicol. Na amostra também foi detectada a presença do monoetilenoglicol”, concluiu.

ASCOM -PMMG

 

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